AILA: Um Horror Brasileiro Inteligente e Inquietante | Review

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A Pulsatrix Studios nos trouxe uma obra de arte maravilhosa, e muito aterrorizante e esse é o primeiro ponto que quero destacar nesta review.

O game que traz Samuel, um beta tester de jogos, principalmente em realidade virtual, acaba recebendo uma nova demonstração, de uma IA que cria jogos de terror com base nos medos, gostos e desejos do jogador. Claro, para que AILA(nome da IA) possa fazer as escolhas certas, ela acaba se integrando a casa de Samuel, que é uma casa inteligente e tudo está conectado, o que torna a IA cada vez mais perigosa.

Com isso em mente, teremos de passar por vários cenários que AILA irá nos criar, até o ponto que a inteligência artificial nos coloque em risco dentro de nossa própria casa, confundindo o virtual com o real.

A proposta é interessante, principalmente por contestar o uso da IA nos tempos atuais, que tem sido usada cada vez mais para suprir necessidades importantes da sociedade e também as mais inúteis.

O estúdio brasileiro acertou muito bem no tema e na forma de abordagem, o que deixa cada nível do jogo único!

Samuel e AILA: Uma conexão cada vez mais perigosa

O game não tem tantos personagens, o que fica cada vez mais em Samuel e sua relação com AILA. Mesmo que a integração de AILA com a casa do personagem, a primeiro momento incomode Samuel, nos próximos momentos ele sente que AILA trabalha bem melhor com a casa, do que a IA nativa, o que vai dando significado para a história e a tolerância de Samuel  com a nova entidade que está te vigiando.

Obviamente a história tem um progresso calmo, apesar de ser um jogo de terror. Não temos tantos detalhes sobre a vida de Samuel que naquele futuro meio cyberpunk, não parece ter amigos, ou parentes, o que deixa um pouco a desejar. Porém a personalidade do personagem não é muito diferente da personalidade de um jogador de jogos de terror, que tem suas preferências.

Em alguns momentos teremos a possibilidade de escolher o diálogo que será falado e não será nada de muito profundo que mude totalmente o final do jogo, mas ainda assim é interessante ver algumas respostas que podemos dar.

O diálogo mais interessante que tive foi logo no início, onde AILA questionou Samuel sobre ele ter pego uma pistola que não foi usada de fato para se proteger em momento nenhum.

Obviamente o personagem disse que, em uma situação como aquela, ninguém quer pagar para ver o que vai acontecer, e que se tiver a possibilidade de ter uma arma em mãos, irá atrás de conseguir. Porém o ponto foi que a arma que peguei estava em uma gaiola, que só podia ser acessada por baixo, que estava cheio, muito cheio de espinhos e o personagem acabou se ferindo bastante por isso.

Mecânicas que testam adaptação e instinto

O game trás uma jogabilidade simples e se fosse para dar um exemplo de outro jogo parecido, seria Resident Evil 7, que vem com a câmera em primeira pessoa. Porém o game transita entre estilos, te colocando em cenários e situações que vão lembrar outros jogos, como Silent Hill, Outlast e outros.

O ponto do gameplay é exatamente te fazer se adaptar às situações, encontrar itens, resolver puzzles, escapar ou eliminar os seus inimigos, quando se tem a oportunidade de fazer isso.

Podemos correr, atacar, abaixar, pular por obstáculos, mas claro, tudo dentro do que o nível deixa você fazer.

O que me incomodou um pouco foi a forma que as armas são usadas, não pode usar a mira mais próxima, porém isso é só um costume meu, e como eu disse, o jogo está mais próximo de Resident Evil 7.

As batalhas contra chefões não são tantas assim, e quando for acontecer, será da forma básica, dentro de uma arena, onde você não vai sair, até que o inimigo esteja morto.

Todos os aspectos do gameplay são interessantes, e isso faz do game muito bom, e poucas vezes eu vi pontos ruins dentro do gameplay, por mais que eu estivesse perdido em alguns momentos.

Qualidade visual e surpreendente otimização

O game tem uma boa qualidade gráfica e também consegue rodar em placas de vídeo antigas. Eu testei isso da forma mais complicada possível, jogando o game em um i5 de terceira geração e uma GTX 760. o que foi bem arriscado, mas, conseguir ir do início ao fim, jogando no minimo, e mesmo assim o game mostrou uma qualidade interessante, que alguns jogos nem mesmo chegam perto. A otimização do game realmente foi levada a sério, mesmo que os requisitos mínimos do game sejam tão altos.

Sobre os gráficos de fato, elevados ao máximo, é simplesmente lindo, e mostra cada vez mais que a Unreal Engine consegue sim ser um motor gráfico que trás jogos únicos, claro, isso só depende do estúdio que está desenvolvendo, e a Pulsatrix fez algo maravilhoso aqui e único.

O único ponto que me deu um pouco de estranheza, foi a parte da modelagem dos personagens, pra mim temos um certo probleminha, mas que não é algo horrível, é só questão de tempo para que a Pulsatrix supere isso e traga gráficos maravilhosos cada vez mais.

Agradecemos a Pulsatrix Studios pelo envio da chave de A.I.L.A para essa análise.

 

AILA: Um Horror Brasileiro Inteligente e Inquietante | Review
Nota
84
Excelente

O game com certeza pegou um ótimo espaço dentro do mundo dos jogos, tem tudo para fazer sucesso, caso receba uma expansão e traga mais novidades para AILA, mas, caso a Pulsatrix vá em frente e escolha iniciar uma nova jornada em outro jogo, com certeza vão poder usar o game como aprendizado e desenvolver novamente um produto único, que usa as referências para criar um experiência mais insana do que essa!

Pontuação

  • Jogabilidade
    85
  • Gráficos
    85
  • Áudio
    89
  • História
    84
  • Controles
    80
Critérios da pontuação
Sobre o autor
Sobre o jogo
A.I.L.A
A.I.L.A

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