
Valve rejeita exclusives e aposta em ecossistema aberto no PC
A tentativa de trancar franquias consagradas em uma única caixa vai na contramão de tudo que tornou o mercado de PC viável ao longo das décadas. Durante entrevista concedida à Bloomberg, o engenheiro Pierre-Loup Griffais abordou a possibilidade de utilizar títulos de peso para impulsionar as vendas do novo hardware da Valve. O técnico descartou categoricamente essa manobra, ressaltando que restringir o acesso do público a determinados softwares não conversa com a filosofia de mercado da corporação. Travar marcas históricas como Half-Life, Portal ou Team Fortress em um periférico específico até poderia gerar um pico inicial de vendas do aparelho, mas custaria a simpatia de uma comunidade inteira construída com base na liberdade de escolha.
Aparelho chega ao mercado apostando na força bruta da biblioteca já acumulada pelos usuários no Steam.
Garantir que os próximos lançamentos do estúdio fiquem acessíveis em qualquer computador compatível com o sistema é uma postura madura da empresa, mostrando um respeito raro com a base de usuários. A visão defendida por Pierre-Loup Griffais coloca a preservação do acervo como o grande chamariz da empreitada. "Não creio que restringir onde as pessoas podem jogar seja um bom modelo, pelo menos para nós", declarou o profissional, reforçando que o plano central é transformar o catálogo completo de PC no verdadeiro grande atrativo da Steam Machine.
Fugir da tentação das barreiras proprietárias prova que a produtora entende a essência da sua própria plataforma. Em um cenário onde concorrentes diretos tentam empurrar hardware criando ilhas de conteúdo exclusivo, ver uma gigante priorizar a integração total traz um alívio enorme para quem prefere jogar onde quiser sem precisar colecionar aparelhos sob a televisão.



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