Ubisoft demite equipe de Assassin's Creed após entrega do projeto

Ubisoft demite equipe de Assassin's Creed após entrega do projeto

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O estopim para a mobilização sindical veio em uma resposta contundente por parte dos profissionais afetados. Através do Comitê Coordenador do Sindicato de Videogames, os trabalhadores da Ubisoft Barcelona aprovaram um calendário de paralisações parciais agendadas para todas as terças e quintas-feiras no período da tarde, cobrindo o intervalo entre os dias 30 de junho e 16 de julho, o que vai contabilizar seis greves organizadas ao longo de três semanas de protesto. É revigorante ver a base operacional se unindo para bater de frente com os desmandos da diretoria, mostrando que o braço operário da indústria não aceitará calado o descarte sistêmico de mão de obra.

As engrenagens corporativas da Ubisoft operaram com a frieza burocrática habitual ao anunciar o corte de 51 profissionais da divisão localizada na Espanha no dia 10 de junho, atingindo em cheio os desenvolvedores que passaram os últimos meses dedicados à construção do título. Fontes ligadas aos bastidores relataram ao portal Insider Gaming que os cortes de pessoal já estavam desenhados pelas instâncias superiores muito antes do encerramento das atividades e aconteceriam de qualquer forma, sem qualquer relação com a recepção do produto nas lojas virtuais. Tratar os criadores como peças descartáveis de maquinário logo após extrair o máximo de seu esforço técnico é uma das posturas mais lamentáveis e covardes do atual cenário de desenvolvimento.

“Essas demissões coincidem com o contexto mais amplo de problemas contínuos no ambiente de trabalho. Não se trata de um evento isolado; reflete um padrão de maus-tratos constantes, perda de talentos, demissões forçadas resultantes da erosão dos direitos dos trabalhadores e uma cultura de gestão cada vez mais verticalizada que deixa os funcionários com pouca voz nas decisões que afetam seu trabalho.”

A justificativa para o esvaziamento das mesas do escritório espanhol escancara um erro crasso no planejamento de longo prazo da holding. A fabricante tem por hábito amarrar novos projetos aos seus núcleos de criação com muita antecedência, frequentemente um ano antes do término do cronograma vigente. A filial de Barcelona vinha emitindo alertas formais sobre o vazio produtivo em sua linha de montagem desde o verão europeu de 2025, mas as solicitações foram solenemente ignoradas pelos diretores gerais. Sem um novo jogo designado no sistema de gerenciamento, o encerramento das tarefas em Assassin’s Creed Black Flag Resynced deixou a equipe sem rumo oficial dentro da estrutura do conglomerado.

Toda essa reestruturação forçada acontece em um momento técnico excelente para a propriedade intelectual, que teve um desempenho comercial robusto na fase de comercialização antecipada e sustenta uma média de 84 pontos agregada no site Metacritic. O jogo recebeu uma recepção fantástica tanto dos veículos de imprensa quanto do público consumidor em geral, o que torna o desmonte da equipe técnica uma atitude ainda mais incompreensível sob o ponto de vista artístico. Para coroar o desrespeito com a equipe, a administração da multinacional decidiu cancelar sumariamente a festa de celebração que estava planejada para saudar a chegada do game ao mercado, trocando o evento por um lanche modesto montado dentro do próprio refeitório do prédio, uma atitude mesquinha que soou como deboche e gerou um clima insustentável entre os funcionários que estavam com o aviso prévio nas mãos.

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