The Elder Scrolls 6 pode ficar para 2028 ou 2029, aponta jornalista

The Elder Scrolls 6 pode ficar para 2028 ou 2029, aponta jornalista

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A situação nos bastidores da publicadora mexe diretamente com o cronograma das propriedades mais valiosas do estúdio capitaneado por Todd Howard. No planejamento oficial da desenvolvedora, sabiasse que o desenvolvimento de um eventual Fallout 5 só ganharia tração total após a conclusão do RPG de fantasia medieval, além de existirem rumores constantes sobre um suposto Fallout 3 Remaster. Diante desse cenário de passos lentos, o próximo capítulo de The Elder Scrolls carrega o peso de ser o principal norte da empresa, gerando uma ansiedade absurda na comunidade que foi alimentada por um teaser curtíssimo revelado pela primeira vez na feira E3 de 2018. Anunciar um projeto quase uma década antes do lançamento mostra o quanto a indústria se tornou refém do marketing de antecipação desmedido.

Quem trouxe os detalhes sobre essa longa jornada de produção foi o jornalista Jason Schreier, do portal Bloomberg, conhecido pela precisão de suas fontes internas na indústria de jogos. O correspondente alertou que os entusiastas precisarão exercitar a paciência por pelo menos mais dois ou três anos, já que os trabalhos de desenvolvimento de engenharia e roteiro do jogo ainda demandam muito tempo de maturação nos computadores da equipe técnica.

Se os prazos se confirmarem, o título fará sua estreia oficial entre os anos de 2028 e 2029, consolidando-se como um dos ciclos de desenvolvimento mais arrastados e complexos da história da Bethesda Game Studios.


Esse atraso colossal joga um balde de água fria nos planos de recuperação imediata da divisão Xbox. A recém-nomeada diretora executiva da marca, Asha Sharma, vem enfrentando uma tempestade corporativa severa após coordenar o fechamento de estúdios satélites e demissões em massa na estrutura da ZeniMax. A mesa diretora da empresa precisa de grandes blockbusters comerciais rodando em seus consoles o mais rápido possível para acalmar os investidores e justificar as aquisições bilionárias recentes. Depender de um projeto que vai demorar quase trinta meses para ver a luz do dia deixa o catálogo da plataforma em uma situação vulnerável e perigosa frente à concorrência.

Quando o jogo finalmente chegar ao mercado, terão se passado mais de quinze anos desde que os jogadores pisaram nas terras gélidas de Elder Scrolls 5: Skyrim. Essa distância geracional absurda reflete o quanto os estúdios perderam a mão no gerenciamento do tempo de produção, transformando o desenvolvimento de sequências em processos industriais quase intermináveis. Para quem acompanha a franquia desde os primórdios, constatar que o título está virando uma lenda urbana de três gerações de consoles é desgastante. Resta a esperança de que esse tempo adicional na geladeira resulte em uma obra revolucionária que mude os rumos dos RPGs de mundo aberto, e não em mais um lançamento repleto de problemas de otimização que precise de anos de atualizações para rodar de forma aceitável.

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