Star Citizen ultrapassa US$ 800 milhões em arrecadação, mesmo cercado por controvérsias

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Se você acompanha o universo dos games há algum tempo, já sabe que Star Citizen é sinônimo de ambição sem fim — e também de polêmica. Mas mesmo com demissões em massa, ausência de data de lançamento, e uma avalanche de críticas sobre sua longa jornada em estágio alfa, o projeto da Cloud Imperium Games acaba de quebrar mais um recorde histórico: ultrapassou US$ 800 milhões arrecadados por meio de financiamento coletivo.

Sim, você leu certo. O projeto mais caro da história dos videogames continua recebendo injeções generosas de capital dos fãs. E o mais impressionante: isso acontece mesmo após quase 12 anos de desenvolvimento, com o jogo ainda sem previsão de lançamento. O número mais recente de arrecadação foi registrado no final de março de 2025, consolidando ainda mais o título de Star Citizen como o game com o maior crowdfunding da indústria do entretenimento.

A saga sem fim de Star Citizen: alfa eterno, mas hype contínuo

Anunciado originalmente em 2012, Star Citizen prometia ser o simulador espacial definitivo: combates entre naves, exploração interplanetária, economia dinâmica e interação multiplayer massiva em um universo persistente. Em teoria, seria uma fusão perfeita de jogos como Elite Dangerous, EVE Online e elementos de Mass Effect. Na prática, o jogo ainda está preso em um ciclo de atualizações alfa e módulos incompletos.

Enquanto isso, seu “irmão mais focado”, o spin-off Squadron 42, foi prometido inicialmente para 2016 e segue adiado — agora com uma nova previsão vaga para 2026. Ainda assim, a promessa de uma campanha cinematográfica estrelada por Mark Hamill, Gillian Anderson e Gary Oldman continua sendo um dos trunfos da Cloud Imperium Games para manter o interesse vivo.

"Estamos trabalhando duro para entregar uma experiência que redefina o gênero de ficção científica nos games. Mas queremos fazer isso do jeito certo", afirmou a equipe durante a última edição da CitizenCon, evento anual da comunidade.


Críticas, demissões e um futuro incerto

Não dá para ignorar que os bastidores do estúdio são tudo menos tranquilos. Em 2024, a Cloud Imperium Games passou por uma reestruturação interna que envolveu demissões em escritórios da Europa e América do Norte, além de relatos de excesso de horas de trabalho e falta de transparência na gestão do cronograma de desenvolvimento.

Apesar disso, a base de fãs permanece ativa, e as arrecadações continuam subindo mês após mês. Só em 2023, o projeto arrecadou mais de US$ 117 milhões, e em apenas três meses de 2024, já acumulou outros US$ 24 milhões.

Rumo ao bilhão? O que esperar do futuro

Com a promessa de uma CitizenCon reformulada em 2025, a chegada de novos módulos jogáveis e o lançamento (finalmente?) de Squadron 42, é perfeitamente plausível imaginar que Star Citizen possa ultrapassar a barreira simbólica do US$ 1 bilhão em financiamento ainda este ano.

Para efeito de comparação, esse valor ultrapassaria orçamentos de grandes produções cinematográficas como Vingadores: Ultimato (US$ 356 milhões) e Avatar: O Caminho da Água (US$ 460 milhões). E sem que o produto final tenha sequer uma versão beta pública.

Conclusão: fé inabalável ou delírio coletivo?

Star Citizen continua sendo um dos experimentos mais ousados — e controversos — da história dos videogames. Para alguns, é uma utopia sci-fi que vale cada centavo investido. Para outros, uma promessa infinita sustentada por um marketing habilidoso e expectativas infladas.

Mas o fato é: mais de US$ 800 milhões já foram entregues de livre e espontânea vontade pelos jogadores. E isso, por si só, já garante a este jogo um lugar eterno na história da indústria — seja como um triunfo do financiamento coletivo ou como um caso de estudo sobre gestão de projetos megalomaníacos.

Enquanto isso, seguimos esperando. E investindo.

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MGN
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Ich bin Mundo Gamer
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