Sony atualiza diretrizes de conduta para atendimento

Sony atualiza diretrizes de conduta para atendimento

Curtido por 0 pessoa(s)

Proteger funcionários de agressões verbais e ameaças no ambiente corporativo é um dever fundamental de qualquer empresa séria, mas expandir regras para enquadrar a insistência de clientes revoltados com decisões comerciais é uma escolha infeliz que afasta a comunidade e prejudica o diálogo. A Sony e a PlayStation publicaram em seu portal oficial no Japão uma revisão das políticas sobre assédio aos colaboradores, introduzindo termos abrangentes que passam a categorizar reclamações insistentes ou frequentes dos consumidores como atitudes inadequadas sujeitas a penalidades.

A reformulação ocorre em meio às discussões públicas e ações judiciais envolvendo o encerramento gradual de lançamentos em mídias físicas por parte da fabricante japonesa.

Em termos gerais, um código de conduta dessa natureza serve para resguardar o quadro de funcionários contra agressões, ameaças diretas, ofensas e episódios de assédio moral no atendimento, situações em que indivíduos se escondem atrás do anonimato da internet para direcionar ataques pessoais a atendentes e desenvolvedores.


Contudo, a Sony optou por listar situações específicas que estendem o conceito de conduta abusiva, abrindo precedentes rígidos e prevendo o acionamento de autoridades policiais para os casos citados na publicação:

Exemplos de assédio a clientes

demandas persistentes e repetidas, ou prolongadas

Exigências excessivas ou descabidas de compensação ou pedidos de desculpas

Linguagem abusiva, ameaças, difamação e outros comportamentos semelhantes.

Solicitações não relacionadas a produtos ou serviços.

Atitude intimidatória e coerção para forçar alguém a se prostrar.

Conduta discriminatória ou sexual

Ataques e exigências contra funcionários individuais

É proibido visitar nossos escritórios ou instalações relacionadas sem autorização, bem como solicitar reuniões ou assistência.

*Exemplos de assédio por parte de clientes não se limitam a estes.

A inclusão do item que proíbe "demandas persistentes e repetidas, ou prolongadas" gera incerteza sobre como a empresa lidará com protestos legítimos de jogadores insatisfeitos com a falta de suporte ou com mudanças no formato de mídia.

A brecha contida na nota ao afirmar que a lista "não se limita a estes" deixa o julgamento excessivamente subjetivo a favor da marca.

A intenção de conter abusos graves nas redes e canais formais da PlayStation atende a uma demanda real de segurança corporativa. No entanto, usar essa diretriz para blindar a diretoria contra cobranças contínuas de quem consome os produtos da Sony transparece uma postura autoritária que transforma críticas cabíveis em pretexto para punição.

Sony atualiza diretrizes de conduta para atendimento
Sobre o autor
#
MGN
Redator
Ich bin Mundo Gamer

Notícias populares

Jogos em destaque

Comentários