Sindicato tenta barrar venda da EA por US$ 55 bilhões
O sindicato United Video Games, apoiado pela CWA, enviou uma carta formal à Federal Trade Commission (FTC) dos Estados Unidos em oposição à aquisição da EA. O negócio, avaliado em US$ 55 bilhões, envolve investidores privados e o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita. A entidade argumenta que a EA não é uma empresa em crise e que eventuais cortes de empregos após a venda seriam uma escolha para beneficiar investidores, não uma necessidade operacional.
Em dezembro passado, os acionistas da EA aprovaram a transação, restando apenas o crivo de órgãos reguladores como a FTC. Caso avance, a EA passará ao controle de um fundo estatal frequentemente criticado por violações de direitos humanos. Relatos do Financial Times indicam, porém, que o acordo deve enfrentar pouca resistência política devido ao envolvimento de Jared Kushner. A liderança da EA já sinalizou que o uso intensivo de IA será o caminho para garantir o retorno do investimento bilionário.
"Pedimos aos reguladores e autoridades eleitas que examinem este acordo e garantam que qualquer caminho a seguir proteja os empregos e preserve a liberdade criativa"
"a escolha, e não a necessidade, feita para encher os bolsos dos investidores — não para fortalecer a empresa"
A transferência de uma das maiores editoras do mundo para um fundo estatal estrangeiro, aliada à promessa de substituição de processos humanos por IA, projeta um futuro de incertezas para a preservação da identidade criativa dos estúdios da EA.


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