
Sequência de Godzilla Minus One ganha primeiro trailer e Nova York é o alvo
A responsabilidade de carregar o legado do longa-metragem anterior é gigantesca para a produtora Toho, a tradicional gigante do entretenimento japonês que gerencia o monstro desde os seus primórdios. A obra original, que marcou a 37ª iteração da marca nos cinemas, quebrou recordes históricos ao arrecadar 116 milhões de dólares globalmente, consolidando-se como a maior bilheteria de um filme nipônico do monstro e faturando uma estatueta histórica de Melhores Efeitos Visuais no Oscar. É excelente ver o estúdio capitalizar em cima desse prestígio mantendo a equipe criativa original, o que evita que Hollywood meta a mão e desfigure a identidade dramática que fez a produção recente se destacar tanto.
As engrenagens da trama vão se passar no ano de 1949, posicionando o enredo exatamente dois anos após os incidentes traumáticos do primeiro longa-metragem. A sinopse oficial detalha que acompanharemos os desdobramentos da vida da família Shikishima em meio a um cenário de caos inédito. A criatura radioativa, exibindo dimensões consideravelmente maiores do que na aparição anterior, decide cruzar o oceano e abandonar o território japonês, escolhendo a cidade de Nova York como o novo epicentro de sua fúria destruidora.
O material promocional divulgado pela distribuidora traz cenas de destruição massiva em solo americano e entrega que a contraofensiva da humanidade envolverá o uso extremo de armamento atômico para tentar deter o avanço do titã.
Na parte técnica e de atuação, os atores Ryunosuke Kamiki, que interpretou o piloto atormentado pela culpa da sobrevivência, e Minami Hamabe, que deu vida à sua companheira, estão com os retornos confirmados para liderar o elenco. Na cadeira de direção e assinando o roteiro, o cineasta Takashi Yamazaki assume novamente o comando dos trabalhos. O lançamento oficial nos cinemas está agendado para o dia 6 de novembro. Transportar a ambientação pós-guerra do Japão para o cenário urbano ocidental é um movimento ousado, mas recorrer ao velho clichê americano de resolver problemas despachando ogivas nucleares gera o medo de que o roteiro perca a sensibilidade e a metáfora antibelicista que tornaram o predecessor uma obra-prima.



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