
Nintendo tem patente rejeitada pelo órgão do Japão
Travar o progresso e tentar monopolizar conceitos genéricos de jogabilidade é um vício ultrapassado da indústria que precisa ser combatido. O Instituto de Patentes do Japão manteve a negação a um pedido formulado pela Nintendo, que visava patentear a mecânica básica de mirar e arremessar um item para capturar criaturas digitais. O processo em questão se conecta diretamente com a disputa judicial envolvendo a Pocketpair, criadora do fenômeno Palworld. No relatório formal de recusa, os examinadores recorreram a um vídeo de 13 anos atrás do título independente feito por fãs Pokemon: Generations, provando que a lógica descrita não possuía qualquer ineditismo ou inovação técnica justificável.
A resposta do órgão governamental subiu o tom quando a empresa contestou o uso de um projeto não oficial que infringia direitos autorais como argumento legal.
Os examinadores rebateram secamente, explicando que eventuais violações de propriedade intelectual não alteram em nada o fato de que uma ideia já era de domínio público.
A postura irônica adotada pelos advogados do instituto expôs a fragilidade das alegações da gigante dos videogames. A entidade ironizou a exigência por precisão jurídica, ressaltando que, para atender aos caprichos da publicadora, precisaria trocar o nome Ash por "objeto com a forma de um rapaz com boné vermelho" e Pikachu por "pequeno animal amarelo" ao longo de todo o parecer. O relatório concluiu reforçando que essa mudança burocrática não alteraria em nada a rejeição definitiva por absoluta ausência de novidade técnica.
Mesmo enfrentando esse puxão de orelhas público, a dona do Mario entrou com um pedido de revisão da matéria. Embora este registro em específico não seja a espinha dorsal do litígio contra a Pocketpair, a manutenção dessa derrota enfraquece a narrativa da empresa sobre a propriedade exclusiva de dinâmicas tradicionais de captura. Insistir em judicializar ideias simples em vez de focar na evolução criativa dos seus próprios produtos só serve para arranhar a imagem da companhia diante da comunidade.



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