
Microsoft estuda transferir o gerenciamento de Halo para a Activision
O vazamento inicial desse plano de bastidores ecoou durante a transmissão do podcast Xbox Two. Na ocasião, o jornalista Jez Corden trouxe à tona uma informação de bastidores que aponta para uma reestruturação profunda nos pilares da marca de ficção científica mais famosa da casa, revelando que existem conversas internas para realocar a propriedade intelectual. Toda essa movimentação visa capturar a eficiência logística que a gigante dos jogos de tiro de nicho militar possui em seu portfólio, tentando replicar um modelo operacional focado em lançamentos frequentes e engajamento contínuo.
“Ouvi um rumor maluco de que eles podem colocar Halo sob a Activision. […] Esse é o tipo de coisa que eles estão analisando: ‘Como estruturamos Halo para que ela realmente entregue o nível de potencial que tem?’”
A alta cúpula da Microsoft estaria inspecionando detalhadamente a mecânica de trabalho que a Activision Blizzard utiliza para ditar o ritmo de suas franquias mais lucrativas. O raciocínio de alguns diretores defende a tese de que a saga de Master Chief colheria excelentes resultados se funcionasse de forma similar ao ecossistema da Blizzard, demandando uma transferência de comando para a liderança da mais recente e cara aquisição do grupo tecnológico. Pensar em descentralizar o desenvolvimento tirando a exclusividade da marca das mãos de equipes desgastadas é uma excelente perspectiva, indicando que a empresa finalmente percebeu que a franquia precisa de sangue novo e processos fabris mais competentes para voltar ao topo do mercado de tiro em primeira pessoa.
Essa reviravolta de governança se encaixaria no doloroso plano de austeridade que a marca de consoles vem aplicando em seus estúdios internos. As estratégias de mercado apontam que a prioridade total do orçamento será direcionada para sustentar medalhões de peso como o próprio Halo, Fallout e The Elder Scrolls. O triste revés desse foco agressivo em blockbusters é que casas menores e extremamente criativas, como a Compulsion Games e a Ninja Theory, correm o risco iminente de fechamento caso a holding não encontre compradores interessados em assumir suas operações, em que pese o fato de outros relatórios sugerirem que as produções que já foram anunciadas publicamente serão honradas até a entrega do código final.
Por se tratar de um diálogo de negócios de caráter sigiloso, nenhuma das partes envolvidas chancelou o boato de forma oficial, e os pormenores práticos dessa fusão de setores continuam guardados sob absoluto segredo. É esperado que a gerência do Xbox quebre o silêncio e faça pronunciamentos oficiais detalhando a extensão dessas reformas administrativas a partir desta semana. Ver uma franquia histórica ser jogada na esteira de produção em massa de outra subsidiária pode gerar desconfiança em relação à identidade artística do jogo, mas a atual estagnação da série torna qualquer mudança radical muito bem-vinda para sacudir a poeira e tirar a marca do ostracismo.



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