Microsoft admite parceria desfeita com estúdio de Hitman

Microsoft admite parceria desfeita com estúdio de Hitman

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A confirmação da identidade da publicadora misteriosa veio a público por meio de uma nota enviada à agência Bloomberg. O Xbox admitiu que era, de fato, a marca por trás do financiamento de Project Fantasy, o aguardado RPG da IO Interactive. A notícia de que a dona do console abandonou o barco pegou os entusiastas de surpresa, acendendo um sinal de alerta sobre a estabilidade de novos projetos na indústria. Retirar o suporte financeiro de uma propriedade intelectual inédita desenvolvida por um time talentoso é uma postura lamentável, evidenciando como as grandes corporações preferem se escorar em sequências seguras a apoiar a inovação de estúdios parceiros.

Apesar do balde de água fria corporativo, a equipe da IO Interactive veio a público acalmar a comunidade. Os desenvolvedores garantiram que o cronograma de produção do título continua ativo e reforçaram que a empresa permanece totalmente comprometida em finalizar a nova franquia para colocá-la no mercado global, mesmo precisando buscar uma nova casa editorial para distribuir as cópias.

Essa debandada do projeto se desenrola na esteira de uma reestruturação severa que vem passando o rolo compressor nos estúdios da Microsoft. A divisão de jogos está promovendo uma limpa no portfólio de investimentos para cortar custos operacionais. Um porta-voz da gigante da tecnologia tentou minimizar os danos na imprensa, negando que a saída signifique um corte generalizado nos fundos destinados ao setor de entretenimento.

“Estamos analisando novamente onde investimos para focar em nossas maiores prioridades. Não estamos reduzindo nosso investimento geral em jogos. Esperamos investir aproximadamente o mesmo em conteúdo que investimos no ano passado. O que está mudando é onde estamos investindo e os tipos de projetos que estamos apoiando.”


Essa justificativa oficial serve para afastar os boatos mais radicais de que o ecossistema americano deixaria de financiar completamente jogos produzidos por estúdios de terceiros. A linha de raciocínio adotada pela gerência indica que a empresa pretende adotar critérios muito mais rígidos e seletivos para carimbar os cheques de projetos terceirizados, concentrando o grosso dos recursos em marcas de apelo massivo imediato. O problema desse filtro burocrático excessivo é que ele costuma sufocar jogos promissores que precisam de tempo para maturar, deixando o catálogo do console dependente de marcas saturadas enquanto os concorrentes diversificam suas apostas.

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MGN
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