
Krafton avalia medidas após derrota judicial por Subnautica 2
A Krafton resolveu se manifestar oficialmente após a decisão judicial que caiu como uma bomba sobre o desenvolvimento de Subnautica 2. O tribunal determinou que o CEO da Unknown Worlds deve ser reintegrado imediatamente ao cargo, retomando o controle da página do Steam e do lançamento em Acesso Antecipado. Além disso, a justiça ordenou a extensão do pacote de bônus de 250 milhões de dólares baseado em desempenho, algo que a gigante sul-coreana parecia estar tentando evitar a todo custo. É o tipo de imbróglio jurídico que cheira a má gestão e que, inevitavelmente, acaba drenando a energia que deveria estar focada em polir o jogo, deixando a comunidade em alerta sobre o estado real da sequência.
Em nota enviada ao Eurogamer, a Krafton adotou aquele tom corporativo padrão que tenta suavizar o desgaste: "A Krafton coloca os jogadores no centro de cada decisão, e isso nunca mudará. Nos últimos meses, a Krafton e a equipe da Unknown Worlds trabalharam incansavelmente para fortalecer o jogo". A empresa ainda afirmou que, embora discorde respeitosamente da sentença, está avaliando as opções para determinar os próximos passos. Essa resistência em aceitar o retorno da liderança original só reforça a sensação de que há uma queda de braço interna onde o ego executivo parece valer mais do que a estabilidade do projeto.
A confusão começou em julho de 2025, quando figuras centrais como o diretor Charlie Cleveland, o CEO Ted Gill e o diretor de projetos Max McGuire foram sumariamente removidos de seus postos. Os desenvolvedores expulsos não ficaram quietos e processaram a Krafton, alegando que foram chutados para que o jogo sofresse atrasos propositais. O objetivo dessa manobra seria fazer o estúdio perder as metas de receita e, por consequência, o bônus milionário. É uma acusação grave que coloca a credibilidade da Krafton em xeque, especialmente com os boatos de que o CEO da empresa teria usado o ChatGPT para "fazer um brainstorming de formas de evitar o pagamento" dessas metas.
"Embora discordemos respeitosamente da decisão de hoje, estamos avaliando nossas opções enquanto determinamos nosso caminho a seguir." — declarou a Krafton ao minimizar o impacto da derrota nos tribunais.
Mesmo com a negativa da empresa, que chamou as acusações de "simples distração", o tribunal parece ter visto substância nas reclamações dos fundadores da Unknown Worlds. O foco agora deveria ser entregar o melhor jogo para os fãs, mas com litígios ainda pendentes sobre danos morais e pagamentos extras, o ambiente de trabalho dificilmente será saudável. Enquanto a Krafton insiste que o processo de marcos foi "gerido com rigor", o retorno forçado da antiga gerência cria uma situação de coabitação forçada que raramente termina bem para o produto final.
O lançamento do Acesso Antecipado continua sendo a prioridade imediata, segundo a nota oficial, mas a sombra de 250 milhões de dólares em bônus não vai desaparecer tão cedo. É irônico ver uma empresa falar em "colocar os jogadores no centro" enquanto trava uma batalha financeira pública com os próprios criadores da franquia.


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