GOG incentiva a criação caseira de mídias físicas

GOG incentiva a criação caseira de mídias físicas

Curtido por 0 pessoa(s)

A plataforma digital reafirmou sua postura contra o controle digital abusivo ao lembrar que os usuários têm total direito de baixar o instalador offline de qualquer jogo adquirido na loja, gravá-lo em um disco e guardá-lo para sempre. Essa declaração direta serve como uma bela alfinetada nas políticas restritivas que ganharam força recentemente na indústria de consoles. A mensagem divulgada na rede social reforça a filosofia de que o consumidor não deveria depender da validação ou da boa vontade de servidores corporativos para conseguir jogar algo pelo qual já pagou. Essa autonomia dada ao jogador é formidável, principalmente em tempos onde o controle sobre a propriedade digital está cada vez mais centralizado nas mãos das publicadoras.

Toda essa postura libertária é sustentada por uma política central clara: o GOG não adota qualquer espécie de gerenciamento de direitos digitais, o famoso DRM, em seu catálogo de produtos. Na prática, a ausência de travas virtuais permite que a comunidade manipule os arquivos como bem entender, o que inclui a realização de backups preventivos e até o compartilhamento de cópias com amigos e parentes sem que o software trave. Caso a loja online venha a falhar ou fechar as portas em um cenário hipotético futuro, a empresa garante que esse é o seu plano de contingência definitivo, já que os arquivos de instalação são totalmente independentes e não exigem autenticação externa. É o tipo de compromisso com a preservação que deveria servir de padrão ouro para todo o mercado de entretenimento digital.

"Você não precisa da permissão de uma loja para conseguir jogar o que comprou", destacou o perfil oficial da plataforma de PC.

O posicionamento contundente da marca surgiu como uma reação direta aos bastidores da indústria, logo após a Sony chocar os colecionadores ao anunciar o encerramento da fabricação de jogos em formato físico para o ecossistema PlayStation. Pegando carona no debate acalorado sobre a posse de bens digitais, a loja controlada pela CD Projekt aproveitou o momento para lembrar que atua na vanguarda da preservação de jogos eletrônicos há anos. Eles inclusive asseguraram que mesmo quando uma distribuidora remove um título do catálogo comercial por questões de licenciamento, o software permanece disponível para download na conta de quem o adquiriu, recebendo atualizações técnicas regulares para continuar rodando sem engasgos nos sistemas operacionais mais modernos.

Por mais que essa alternativa de criar mídias físicas personalizadas em casa funcione muito bem para o nicho de entusiastas dos computadores, a solução infelizmente carece de força e abrangência para mudar os rumos e os vícios comerciais da indústria de jogos em larga escala. A maior parte das grandes empresas prefere a comodidade das amarras digitais para prender o cliente a assinaturas. De qualquer forma, a ideologia de respeito ao consumidor demonstrada serve como um excelente ponto de partida e inspiração para que futuras regulamentações governamentais protejam os direitos de quem investe dinheiro nesse hobby.

GOG incentiva a criação caseira de mídias físicas
Sobre o autor
#
MGN
Redator
Ich bin Mundo Gamer

Notícias populares

Jogos em destaque

Comentários