
Estreia fraca de Supergirl frustra projeções e acende alerta na DC
O novo capítulo cinematográfico da editora esbarrou em uma recepção fria por parte dos espectadores. Os dados coletados pelo tradicional termômetro de satisfação CinemaScore revelaram uma avaliação média nota B-, um patamar perigoso para uma produção que almejava conquistar o grande público. Para piorar o cenário, o agregador de resenhas Rotten Tomatoes carimbou o longa com o selo negativo de aprovação da crítica especializada. É preocupante notar como os executivos continuam aprovando roteiros problemáticos, achando que o peso do nome de uma heroína famosa basta para arrastar multidões aos cinemas.
A contabilidade do projeto virou uma dor de cabeça para os cofres da Warner Bros. e da DC Studios. Com um custo de produção na casa dos US$ 170 milhões — sem embutir os gastos pesados de publicidade —, a aventura arrecadou apenas US$ 38 milhões no acumulado de quinta-feira a domingo nos cinemas norte-americanos. Esse desempenho representa um tombo de 24% em relação às projeções iniciais da indústria, que já eram consideradas baixas ao estipularem uma meta de US$ 50 milhões. A revista Variety sinalizou que a barreira para o filme começar a dar lucro real está fixada na distante marca de US$ 375 milhões globais, um objetivo que parece inalcançável considerando que a bilheteria internacional adicionou meros US$ 30 milhões à estreia, totalizando US$ 68 milhões em todo o mundo.
Mesmo com o tropeço evidente na largada, o comando do estúdio tenta manter a pose nos bastidores. A gerência assegura que o destino da nova cronologia comandada pelo diretor James Gunn não sofrerá alterações bruscas de rumo devido a esse isolado resultado ruim. O copresidente da marca, Peter Safran, minimizou o impacto comercial em um pronunciamento oficial.
“Embora ‘Supergirl’ não tenha atingido nossas expectativas de bilheteria, ela representa apenas um componente de uma estratégia mais ampla e de longo prazo para a DC Studios, na qual continuamos confiantes”
Insistir no erro sem recalibrar a rota pode custar caro para a imagem de uma franquia que tenta se reerguer do zero. Os planos de reconstrução da marca continuam avançando com outros títulos em desenvolvimento paralelo, mas esse início caprichoso serve como um aviso severo de que o público cansou de fórmulas saturadas. Se a nova gestão não priorizar o refino artístico de suas próximas produções, a promessa de uma era de ouro para os super-heróis corre o risco de desmoronar antes mesmo de engrenar de verdade.



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