
EA Sports FC 27 ganha edição Ultimate Plus por 160 euros
Cobrar valores exorbitantes apoiando-se unicamente na entrega de recursos digitais e moedas virtuais escancara o apetite ganancioso com que certas publicadoras tratam o seu público. A Electronic Arts oficializou a chegada do novo EA Sports FC 27, contudo o destaque do anúncio acabou ficando totalmente ofuscado pela tabela de preços praticada para este ano. A empresa decidiu colocar no mercado três versões distintas do título, encabeçadas pela inédita Ultimate Plus Edition, produto que crava a marca de jogo mais caro na trajetória da distribuidora ao ser comercializado por estonteantes 159,99 euros.
Esse montante representa exatamente o dobro da edição básica, precificada em 79,99 euros, com o agravante de que o pacote completo fica disponível em caráter limitado até o dia 31 de agosto.

Para fundamentar a quantia cobrada na versão topo de linha, a EA reuniu vantagens que contemplam o Modo Carreira e o Ultimate Team. A lista traz:
10 000 FC Points, distribuídos ao longo de cinco meses.
Passes Premium para as Temporadas 1 a 5.
Até 7 dias de acesso antecipado ao jogo.
Um jogador Icon com avaliação geral superior a 85 para o Ultimate Team.
Uma escolha de jogador da "Hall of FUT".
Um espaço adicional de Evolução de Jogador.
3 jogadores Icons ou Heróis para o Modo Carreira.
Uma Evolução de Jogador para usar no atual EA Sports FC 26.
Uma alternativa intermediária também chegará às prateleiras: a Deluxe Edition sai por 109,99 euros — 50 euros mais em conta —, dando direito ao Passe Premium apenas da primeira temporada e a uma cota reduzida de 6.000 FC Points repassados ao longo de três meses.
O formato adotado lembra a tática usada na dobradinha comercial do MVP Bundle+ para College Football 27 e Madden 27, com a diferença de que aquele pacote entregava duas produções completas pelo mesmo preço, e não apenas um único título.
Empurrar conteúdos temporários em passes e moedas sob uma etiqueta de preço tão agressiva desgasta a relação com os fãs do esporte. Em vez de focar o investimento no aprimoramento real do motor gráfico ou das dinâmicas de campo, optar por normalizar um teto de 160 euros atinge em cheio o bolso de quem só queria aproveitar o futebol virtual sem ser espremido por microtransações.



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