
Criador de Disgaea critica fim dos jogos físicos da Sony
Apagar a memória afetiva e o pertencimento dos jogadores em nome de margens de lucro cada vez mais frias é um reflexo lamentável da ganância corporativa. O pai da franquia Disgaea, Sohei Niikawa, soltou o verbo contra as intenções da PlayStation de rifar a distribuição de mídias físicas no futuro. Em um papo direto com o portal Noisy Pixel durante a Anime Expo 2026, o desenvolvedor japonês pontuou que, se a fabricante pretende eliminar os discos de vez, não faz sentido continuar vendendo aparelhos dedicados: "Uma televisão seria suficiente. Para que serve a consola? Se vão livrar-se dos jogos físicos, mais vale irem até ao fim."
Atualmente à frente da SuperNiche após ter deixado a Nippon Ichi Software, o produtor marcou presença no evento norte-americano para divulgar seu próximo projeto, o game Demons' Night Fever, que contará com a Arc System Works na distribuição.
O contato direto entre a comunidade e os criadores perde a força quando o suporte palpável é substituído por licenças digitais temporárias.
Apesar de reconhecer o apelo financeiro por trás do corte do formato físico, o veterano ressaltou que os executivos das grandes publicadoras parecem incapazes de compreender o valor emocional que o público deposita nesses itens. A posse das caixinhas vai além de colecionismo; funciona como um elo tangível de apoio e um registro histórico que os fãs orgulhosamente carregam para convenções em busca de autógrafos das mentes criativas por trás daquelas obras.
Reduzir videogames a meros arquivos na nuvem desumaniza a relação do público com as equipes de criação. Quando uma companhia ignora esse vínculo cultural para empurrar o consumidor a um ecossistema fechado, fica evidente que o foco está puramente no controle de mercado, e não na preservação da arte interativa.



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