Ator de Bayek exige que série da Netflix mantenha a trama do presente

Ator de Bayek exige que série da Netflix mantenha a trama do presente

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As gravações da adaptação em formato live-action da franquia estão acontecendo a todo vapor, trazendo os atores Toby Wallace e Lola Petticrew escalados para os papéis principais da produção. O cenário histórico escolhido para ambientar a trama será a cidade de Roma no ano de 64 d.C., período marcado pelo trágico Grande Incêndio que devastou a região. Apesar do avanço nos sets de filmagem, a equipe de produção mantém segredo absoluto sobre a inclusão ou o descarte dos trechos contemporâneos na narrativa do show, gerando apreensão em quem acompanha a saga desde os primórdios. Isolar o passado e esquecer a ficção científica que costura o enredo seria um erro crasso, desidratando a identidade da marca para transformá-la em apenas mais um seriado genérico de época.

Essa lacuna na divulgação acendeu o alerta em Abubakar Salim, o artista responsável por dar vida ao protagonista Bayek no aclamado Assassin’s Creed Origins. Em um depoimento concedido ao portal Screen Rant, o profissional argumentou que a plataforma de streaming Netflix cometeria um equívoco ao deixar de lado as seções que se passam nos dias atuais, que são o pilar de sustentação do universo criado pela Ubisoft.

“Especialmente com algo como Assassin’s Creed, que passou tantos anos no espaço dos games, você precisa ouvir os fãs no que diz respeito a realmente prestar serviço e homenagem a isso, porque é um daqueles casos em que é muito fácil tentar inovar quando a inovação nem é necessária”

“Só precisa do seu núcleo, que é o próprio credo, os elementos históricos, e também os elementos centrais de conteúdos da atualidade.”


Toda essa discussão sobre o uso do dispositivo Animus e os planos da corporação Abstergo divide opiniões na comunidade desde o início da grife. No passado, a jornada de Desmond, interpretado pelo dublador Nolan North, dividia os jogadores entre aqueles que adoravam a conspiração moderna e os que odiavam as interrupções na exploração histórica. A insatisfação explodiu de vez quando a publicadora decidiu cortar o arco do herói de forma brusca em Assassin’s Creed 3, deixando órfã a parcela de usuários que investia tempo teorizando sobre o destino da humanidade.

O posicionamento do dublador serve como um choque de realidade para os roteiristas de Hollywood, que frequentemente ignoram as regras estabelecidas dos jogos para inventar soluções sem nexo que estragam as adaptações. Manter o equilíbrio entre o manto dos assassinos do passado e a guerra tecnológica do presente é a verdadeira alma da propriedade intelectual. Se os produtores ignorarem o conselho de quem entende do assunto e decidirem cortar a moldura contemporânea para simplificar o roteiro, a produção corre o sério risco de perder o apoio do público fiel que sustenta o nome da marca há quase duas décadas.

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